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AULAS DE YOGA
Yoga
História do yoga
O yoga precede a história escrita, acredita-se que surgido nos continentes perdidos da Lemúria e Atlântida, para depois de milênios ser adotada pelas civilizações da Índia antiga.
A palavra yoga é proveniente do sânscrito e como tal deve ser entendida, escrita e dita, conforme os parâmetros da língua. No sânscrito o yoga é considerado um substantivo masculino, daí o motivo pelo qual devemos fazer menção a ele como “o yoga”.
A palavra yoga tem sua origem na raiz sânscrita YUJ, que significa unir, ligar, atar, estar em comunhão. Yoga significa unir-se com sigo mesmo em primeira instância e em seguida com todo o universo que nos cerca.
O yoga traz consigo uma poderosa egrégora que envolvem todos aqueles que a ela se conectam, traspassando-lhes seus benefícios e sua energia. Por esse motivo a palavra yoga traz em si sua energia própria e deve se expressa-la como fora criada há milênios na língua sânscrita, Y Ô G A com o O fechado. Pois o Yôga é uma palavra imantada por toda essa energia milenar, ao passo que a yoga não significa absolutamente nada.
O yoga em sua estrutura primordial traz uma forte divergência que se divide em dois pilares de sustentação: o primeiro de origem filosófica sánkhya e comportamento tântrico. O segundo de origem filosófica vêdánta e comportamento brahmácharya, que apesar de suas características antagônicas, têm como meta o mesmo ponto final.
As raízes do yoga estão inseridas no hinduismo que se divide em shruti e smiriti.
O smiriti se difere do shruti por tender a uma interpretação dos fenômenos de forma mais intelectual e interpretativa, ao passo que shruti, tem sua origem na intuição e na inspiração.
O smiriti se subdivide em:
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Smiriti (código de lei): Darma-shastra, Manu, Yájna válkia, Paráshara
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Itihasas (primórdios religiosos): Ramayana, Mahabhárata (contém o bhagavad guita
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Puránas (mitos e lendas): Naradya Purána, Bhagavata purána, Garuda purána, Padma purána, Varaha purána, Brahma purána, Brahmanda purána, Bhavisyat purána, Vishnu purána, Markandeya purána, Vámana purána, Matsya purána, Linga purána, Shiva purána, Skánda purána, Agni purána, Kurma purána, Brahma Vaivarta purána. É importante frisar que o objetivo dos puránas era esclarecer ao povo da época, conceitos morais, sociais e espirituais de forma passível de compreensão.
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Ágamas (manuais para à cultuação dos conceitos védicos)
- Vaishnavismo-Vishnu o concervador
- Shaivismo- Shiva o renovador
- Shaktismo- Shakti o princípio feminino- Tantra
- Dárshanas (escolas filosóficas) 1- Nyaya (Gautama), Vaisheshika (Kanáda). 2- Samkhya (Kapila) e Yoga (patañjali). 3- Mimansa (Jaimini) e Vedanta (Bádaráyana).
Cronologicamente o yoga divide-se em yoga antigo e yoga moderno.
O yoga antigo segue a linha tântrica e é proveniente do povo drávida, sua fonte original é shruti e é encontrada nos upanishad, sua origem criadora é Shiva e seu período é o pré-clássico. Sua tendência é sámkhya e seus registros precedem mais de 5.000 anos.
O yoga clássico pode ser considerada de origem antiga, por volta de 300 anos antes de cristo, sua literatura é o yoga sutra de Patañjali.
O yoga moderno tem tendência vedanta e sua linha é brahmacharya, pode ser dividido cronologicamente como yoga medieval do século VIII d.C ao século XI d.C seus mestres foram Shankara e Gôrakshanatha.
No yoga contemporâneo do século XX temos como mestres Aurobindo, Ramakrishna, Vivekananda, Shivananda, yogananda, dentre outros mestres. A fonte do yoga moderno é o smriti, e desenvolvido pelo povo ariano e essencialmente brahmachárya.
Sobre o yoga antigo, podemos dizer que as referências históricas sobre esta época, são dificultadas pela falta de registros escritos, pois os ensinamentos eram difundidos pela transmissão oral, chamada pelos hindus de parampará, transmissão que era feita de pai para filho e mestre para discípulos.
A filosofia sámkhya e o comportamento tântrico
Daremos ênfase a esses dois pilares de sustentação do yoga, pois são os pilares que sustentam nossa linha de yoga, chamada de forma mais específica de Hatha yoga integral e é de origem Dakshinacharatantrik-Niríshwarasámkhya.
Opondo-se de forma filosófica e comportamental ao brahmácharya e ao vedanta, o tantra é de origem matriarcal e busca ancorar na realidade corpórea a busca espiritual. Os adeptos do tantra (tântrikas) não compartilham do comportamento purista e casto da ortodoxia hindu e budista e procuram a identificação com o Purusha através da prática sexual, do convívio familiar, social e usufruindo dos prazeres da vida. Os brahmácharias se opõem à tal conduta por julgar seus praticantes adeptos do hedonismo, com a desculpa da busca pela espiritualidade. É bem verdade que a linha esquerda do tantra é acusada de práticas libertinosas, mas esse contesto é apenas uma exceção e não a regra.
Dentro da própria linha tântrica existem inúmeras facções e subdivisões, onde poderíamos destacar com maior propriedade o tantra brando ou de direita (Dakshinachara), o tantra cinza que é o intermediário e sofre inúmeras subdivisões e o tantra negro ou de esquerda (Vamachara).
Apesar da linha tântrica ser desrepressora, os adeptos do tantrismo branco seguem uma conduta de vida onde são abolidos o uso do álcool, do fumo, das drogas e da carne, ao passo que os adeptos do tantrismo negro que seguem os ditames da “sabedoria da loucura”, conseguem por à prova as atitudes ocidentais mais liberais.
Acredita-se que o tantra branco tenha sido a estrutura primordial do yoga, praticado pelos drávidas, povo que habitava a região que hoje conhecemos como Índia a mais de 5000 anos atrás, e que foram dominado pelos áryas ou arianos. Os arianos eram um povo guerreiro vindo do continente europeu, tiveram grande facilidade em colonizar e dominar os drávidas, que possuíam uma cultura pacifica e matriarcal. Os arianos extremamente agressivos e de cultura patriarcal, proibiram a prática do tantrismo e a partir dessa época, fora imposta aquele povo uma cultura espiritualista rígida, que deu origem ao comportamento Brahmácharia.
O tantrismo permaneceu vivo graças à sua prática secreta, pois seus seguidores eram torturados e condenados a morte.
Com o passar do tempo, os adeptos do tantrismo tornaram a adquirir autonomia filosófica e incluíram em seu processo espiritual os aspectos da existência que as tradições brahmácharia haviam renegado pelo caminho da renúncia; o corpo, a sensoriedade, o sexo, a feminilidade e o universo denso-físico em geral.
O tantrismo é o processo de reinstalação do princípio psíquico feminino na sua conjuntura espiritual.
O elemento que une todas as escolas tântricas é o princípio energético feminino do universo.
O princípio feminino é chamado Shakti (poder) e dá origem a todo o contesto feminino do universo, a Deusa, a Mãe divina, esposa do aspecto Masculino do universo, que pode ser entendido pelos seus aspectos de Shiva, Vishnu, Brahma, Krishna ou simplesmente Mahâdeva (Grande Deus).
Yoga para crianças
Uma técnica milenar que tem por objetivo desenvolver a verdadeira essência do ser, preparando a criança por intermédio da filosofia oriental, a desenvolver a disciplina, concentração, e o controle das emoções de forma lúdica e harmoniosa, gerando saúde física, emocional e comportamental em uma sociedade consumista e conturbada.















