Consultas
O espaço Yoga e Fisioterapia também possui uma clínica para atendimento de disfunções musculoesqueléticas, pré e pós cirurgias, tratamento estético e técnicas de tratamento anti-estresse, oferecendo:
Temos como objetivo primordial oferecer técnicas que possam levar aos nossos pacientes e clientes, uma acentuada melhora na sua qualidade de vida, promovendo uma minuciosa avaliação física e montando protocolos terapêuticos compatíveis com as necessidades psicofisiológicas de cada indivíduo.
Reflexologia
Existem em nosso corpo, inúmeras regiões reflexoras, ou seja, uma parte do corpo, que acaba por refleti-lo como um todo. Faz-se nesse sentido, uma analogia com o holograma, uma parte do todo, que contém o todo em si mesmo.
Existe um conceito, que afirma que o nosso organismo é uma rede intrínseca, onde a interação dos tecidos e dos sistemas ocorre via sistema nervoso e meridianos (canais por onde circula a energia vital) e que uma célula de qualquer parte do corpo, está em intima relação com todo o organismo, por intermédio de uma central de comunicações, localizada no sistema nervoso central.
Várias regiões do nosso corpo são conhecidas como áreas reflexoras. Podemos citar dentre as mais conhecidas, aquelas que já foram mapeadas, tanto para uma avaliação diagnóstica, como para uma técnica terapêutica específica.
Os olhos são interpretados através da irisdiagnose ou iridologia, as orelhas através da aurículoterapia ou da acupuntura auricular, as mãos por intermédio da quirologia e também do korio e assim por diante.
Iremos neste trabalho, nos aprofundar especificamente na reflexologia podal, estudando os métodos diagnósticos e terapêuticos dos pés.
Existem duas abordagens sobre a reflexologia podal, uma oriental, a outra ocidental, que por sua vez subdivíde-se em duas técnicas distintas e específicas.
Reflexologia ocidental
A história da reflexologia ocidental inicia-se na Europa no século XV, conhecida como “terapia das zonas”, onde por intermédio de pressões e estímulos em algumas áreas dos pés, conseguia-se o alívio das dores e do cansaço.
Mas foi em 1913, que um grupo de médicos liderados pelo Dr. Willian Fitzgerald, levaram da Alemanha para os Estados Unidos, um arquétipo do que seria mais tarde a reflexologia. O Dr Fitzgerald acabou desenvolvendo a teoria de que o corpo poderia ser dividido em linhas ou zonas longitudinais, ao todo dez linhas, partindo cinco de cada pé e seguimentando-se através de todo o corpo. A esta técnica deu-se o nome de zonaterapia. Essa técnica foi posta em prática e experimentação, com surpreendentes resultados em hospitais como Boston City Hospital, Saint Francis, Connecticut e Hartford. Nesta técnica utiliza-se apenas as dez zonas delimitadas por Fitzgerald, onde o estímulo dos dedos semelhante aos movimentos de minhocas, irão gerar um relaxamento interno, aliviando os órgãos das tensões. A partir deste princípio desenvolvido por Fitzgerald, outro médico, o Dr. Joseph Shelby Riley iniciou pesquisas e conseguiu através de desenhos e diagramas, mapear os pontos reflexos dos pés.
Mas foi uma assistente de Riley, que em 1930, iria mudar a história da reflexologia. Eunice Ingham pode ser considerada, a mãe da reflexologia moderna. Ela mapeou os pés em relação às zonas e seus efeitos sobre o restante da anatomia.
Os princípios da reflexologia
(1) Abordagem estímulo-resposta
São várias as teorias que buscam uma explicação específica, aos nítidos benefícios resultantes da terapia reflexora.
Abordaremos a princípio a teoria do estímulo-resposta, que se baseia no fato de o pé possuir cerca de 72.000 terminações nervosas e que através do conjunto de pele, músculos e articulações, torna-se uma estrutura proprioceptiva e exteroceptiva excepcional. A planta do pé é extremamente rica em elementos exteroceptivos, os fusos neuromusculares encontram-se em grande quantidade nos músculos e os receptores articulares são encontrados em grande quantidade, principalmente na região dos tornozelos.
Todas estas características fazem do pé uma estrutura anatômica básica, para receptores sensitivos internos (proprioceptivos) e receptores sensitivos externos (exteroceptívos). (Maiores informações, vide anexos)
“O pé é o ponto de sustentação do pêndulo invertido e o tampão terminal do sistema postural, traço de união entre o desequilíbrio e o solo”. (Bricot Bernard, Posturologia, 1999, ed Ícone) Com esta frase, fica bem claro que os estímulos provenientes dos pés, são responsáveis pelo grau da tonicidade muscular e concomitantemente com outras estruturas, responsável pela postura e pelo equilíbrio do corpo.
Os estímulos provenientes dos pés geram reflexos segmentares, porém são igualmente transmitidos para os centros superiores por meio das vias lemniscais e extra-lemniscais, estas vias também levam informações aos músculos agonistas e antagonistas conforme sua interação com os interneurônios estimuladores ou inibidores.
Todas estas informações vindas dos captores sensitivo dos pés serão assimilados por uma estrutura central composta por:
- núcleos vestibulares
- gânglios de base
- cerebelo
- sistema reticulado
- lobos frontais
- colículo superior
- corpo caloso e comissuras
A integração dos sinais vindos dos captores dos pés ocorrerá no nível subcortical (involuntário). As informações serão analisadas, comparadas e integradas às estruturas responsáveis pela resposta a tais estímulos (automatismo descendente).
As respostas a estes estímulos virão por três vias eferentes do cerebelo:
1° se origina nas estruturas mediais do cerebelo e auxilia o controle do equilíbrio, interagindo com a formação reticular do tronco cerebral é coadjuvante de peso, no controle das atitudes da postura corporal.
2° se origina na zona intermediária do hemisfério cerebelar, passando pelo córtex cerebral e pelos gânglios basais. Acredita-se que esse circuito coordene as contrações recíprocas dos músculos agonistas e antagonistas.
3° Esta terceira via desempenha importante papel nas atividades motoras seqüenciais iniciadas pelo córtex cerebral.
Com isso percebemos que os estímulos provenientes dos pés terão uma relação profunda com a tonicidade dos músculos estriados, via sistema nervoso autonômico.
Pelo mesmo processo em que o captores dos pés agem na tonicidade dos músculos esqueléticos, terão uma ação sobre os músculos lisos por intermédio do sistema nervoso autonômico, ativado por centros localizados na medula espinhal, no tronco cerebral e no hipotálamo.
Estímulos externos podem afetar os órgãos de forma isolada, ou de forma maciça pelo sistema simpático e parassimpático.
Um susto, o medo, uma dor intensa, ativam o hipotálamo. O resultado é uma reação difusa que envolve todo o corpo, chamada de reação de alarme ou resposta ao estresse.
No entanto, em alguns casos, a ativação simpática ocorre em partes isoladas do sistema.
“Muitos reflexos locais, envolvendo fibras aferentes sensoriais, que trafegam por nervos simpáticos, em direção aos gânglios simpáticos e a medula espinhal, provocam reflexos com respostas extremamente restritas”. (Guyton Artur c., Tratado de Fisiologia Médica, 8° edição, 1992, pag 594). Por exemplo, o estímulo através de tonificação de áreas específicas dos pés, estimulará uma parte específica do corpo. Gerando uma ação adrenérgica.
Por outro lado se o estímulo nos pés for feito através de sedação, pressões contínuas e não invasivas será estimulado o sistema parassimpático de ação colinérgica, gerando uma ação reflexa de relaxamento em todo o organismo, combatendo o estresse e automaticamente induzindo o organismo, a um estado homeostásico. (Vide anexos)
(2) Abordagem das toxinas intersticiais
O fato de passarmos grande parte do nosso tempo de pé, acentua a congestão sanguínea e linfática na região dos nossos pés.
“A pressão nos capilares tende a forçar o líquido e as substâncias nele dissolvidas para os espaços intersticiais através dos poros capilares. Em contraste, a pressão osmótica produzida pelas proteínas plasmáticas (denominada pressão coloidosmótica) tende a causar o movimento do líquido, por osmose, dos espaços intersticiais para o sangue”.“Além disso, o sistema linfático também é importante, fazendo retornar à circulação a pequena quantidade de proteínas e de líquido que vaza, de fato, para os espaços intersticiais”. (Guyton Arthur C., Tratado de Fisiologia Médica, 8° edição, ed. Guanabara Koogan).
Fica bem claro que a ação da gravidade, acaba dificultando o retorno venoso e que o fato da maioria das pessoas andarem calçadas por um longo período de tempo, impede uma eficiente drenagem linfática na região dos pés. Com isso, o acumulo de líquidos intersticiais provenientes da congestão sanguínea e linfática, mais substâncias tóxicas provenientes da diapedese, causada por ventura, por algum processo inflamatório e mais os resíduos decorrentes do processo de contração muscular, acabam acumulando-se em captores e condutores específicos e começa assim o processo de formação de cristais, que se desenvolvem e acabam por obstruir parcialmente o potencial de ação. Bloqueando o estímulo neurológico para o sistema nervoso central. Uma técnica específica de drenagem linfática e estímulo ao retorno venoso desobstruirá os tecidos, liberando o potencial de ação.
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Responsável técnico pela clínica:
DR. RONALDO GUIMARÃES VAZ DE CARVALHO
CREFITO: 89292-F, fisioterapeuta, membro da SBA (Sociedade Brasileira de Anatomia), terapeuta manual pela Intensive Training on Myofascial Trigger points and Proprioceptive Therapy, Hands-on, New York 100019.
Acupuntura e Massoterapia
Fabrícia Maria Giansante
Farmacêutica, bioquímica, massoterapeuta, drenagem linfática e acupuntura sistêmica.







